quarta-feira, 26 de março de 2008
A questão é o como?
terça-feira, 25 de março de 2008
Não ao não fazer...
O trabalho não pode ser uma negatividade da vida, mas, muito pelo contrário, sua expressão, coisa que o capitalismo, em suas mais variadas versões apresentadas no decorrer da história, não permitiu que ocorresse. Eis a Esfinge que cabe ao homem contemporâneo decifrar, para não ser definitivamente devorado por ela.
quarta-feira, 19 de março de 2008
um ente do-ente
Da relação de copertinência entre mundo e homem, Heidegger definiu o homem com a expressão ‘ser-no-mundo’¹e os demais entes como ‘entes intramundanos’. O homem é um ente que se distingue dos demais pelo fato de compreender e significar o mundo. Com o conceito de ser-no-mundo Heidegger pretendia caracterizar a simultaneidade de mundo e homem, mostrando que a existência do homem recebe seu sentido da sua relação com o mundo e que este obtém sua significação através do homem.
Heidegger procura mostrar que as relações das coisas existentes é provisória e atrelada ao tempo em que elas ocorrem. O corresponder do ser do ente é a filosofia. Porém, ela é somente esta correspondência se exercendo propriamente, desenvolvendo-se e alargando o crescimento. Este corresponder, se dá de diversas maneiras, dependendo sempre do modo como se fala o apelo do ser ou o modo como é ouvido.É é nessa perspectiva heidegeriana que aponto o estudo da relação entre o sujeito e o trabalho como sendo a mola mestra para que possamos reavaliar nossos valores e construir um sentido para o trabalho que amenize o sofrimento e a angústia existencial do ser-no-mundo.
terça-feira, 18 de março de 2008
A mais-valia...
Produção capitalista
Citação de Marx:"Animal é imediatamente um com a sua atividade vital. Não se distingue dela. É ela. O homem faz da sua atividade vital mesma um objeto do seu querer e da sua consciência. Tem atividade vital consciente. Nem é uma determinidade com a qual ele conflua imediatamente. A atividade vital consciente distingue o homem imediatamente da atividade vital animal. Só por isto a sua atividade é atividade livre. O trabalho alienado inverte a relação de maneira tal que precisamente porque é um ser consciente o homem faz da sua atividade vital, da sua essência, apenas um meio para a sua existência.”¹
Já que os homens, e apenas os homens, ao produzirem os seus meios de vida produzem também suas relações de produção, a sua existência social; essa atividade verdadeiramente humana, segundo Marx, o trabalho, é também produção da história.
A relação com o trabalho encontra-se bem definida como sendo, ora consciente, ora inconsciente, poderiamos aproveitar para questionar, pois,que o trabalho dentro da pespectiva de alienação(inconsciente), tornaria-se algo inexistente,desaparecido, já que não seria exercido e preenchido por sentidos faltosos? No caso do trabalho consciente, poderiamos entende-lô como atividade humana.
amalgamado ao trabalho alienado,o homem corre um serio risco de fazer deste a própria essência do ser, consequentemente tornaria-se uma forma de existir...e o trabalho tornou-se, na produção capitalista...
¹K. Marx, Manuscrits parisiens [1844], in K. Marx, Oeuvres - Economie II, p. 63; tradução brasileira
de Viktor von Ehrenreich, in K. Marx, F. Engels: História, Coleção Grandes Cientistas Sociais, vol. 36,
p. 146.
segunda-feira, 17 de março de 2008
O hino do nosso trabalhador
Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Aqui temos uma parte da música/arte de Chico Buarque, que se põe como uma resposta ousada a ditadura militar vivida naquele contexto, mais para além deste fato ele também retrata um pouco da escravidão experienciada em nosso cotidiano nos dias atuais.Minha opinião é que está obra sublimada de emoção, deveria ser o hino do trabalhador brasileiro...
Uma lição - "TEMPOS MODERNOS"
Em sua Segunda parte o filme trata das desigualdades entre a vida dos pobres e das camadas mais abastadas, sem representar, contudo, diferenças nas perspectivas de vida de cada grupo. Mostra ainda que a mesma sociedade capitalista que explora o proletariado alimenta todo conforto e diversão para burguesia.
Ótimo filme para começarmos a compreender e identificar como é simbolizada a relação homem/trabalho em nosso sistema social, em que lugar ela aparece e que quando surge retira o ser humano de cena, dando lugar às organizações e as produções tecnológicas.
Uma crítica datada dos anos 30 nos chama a atenção no sentido de mostrar o como esse mercado de trabalho foi construído e organizado num formato “demasiadamente desumano”, fico perplexa por notar que hoje a realidade dos trabalhadores é muito parecida, porém, maquiada por leis, regras, normas, que visam proteger o trabalhador ou será o trabalho? Qual será a realidade psíquica vivenciada por estes sujeitos?Concluo que o campo das organizações de trabalho criado por nós, necessita de vastas pesquisas que no mínimo consigam resgatar algo de humano para a cena.
Há muito por fazer...
sexta-feira, 14 de março de 2008
Passando o tempo...
“Aquele que ao longo de todo o dia é ativo como uma abelha, forte como um touro, trabalha que nem um cavalo, e que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão deveria consultar um veterinário.
É bem provável que seja um grande burro”.
(autor desconhecido)
No dia-a-dia do trabalhador...
Gerando um sentimento tão grande de egocentrismo que renegue as virtudes alheias, somente acentuando os defeitos. Entretanto, a inveja não é uma característica intrínseca do gênero humano ela é fruto do egoísmo, em uma sociedade concorrencial.Essa concepção no âmbito organizacional surge como um mecanismo de defesa, utilizado pelo indivíduo como forma reativa diante de sua impotência em dar conta frente às possibilidades dos outros.Os sujeitos nas instituições disputam poder, riquezas e status, aqueles que possuem tais atributos sofrem uma reação dos que não possuem.