Da relação de copertinência entre mundo e homem, Heidegger definiu o homem com a expressão ‘ser-no-mundo’¹e os demais entes como ‘entes intramundanos’. O homem é um ente que se distingue dos demais pelo fato de compreender e significar o mundo. Com o conceito de ser-no-mundo Heidegger pretendia caracterizar a simultaneidade de mundo e homem, mostrando que a existência do homem recebe seu sentido da sua relação com o mundo e que este obtém sua significação através do homem.
A expressão ‘ente intramundano’² designa os entes simplesmente dados dentro do mundo. Ao contrário do ser-no-mundo o ente intramundano é “destituído de mundo”, já que simplesmente está aí no mundo, não o significa e não retira dele o seu sentido. Por este motivo, o ente intramundano não pode tocar o mundo assim como faz o ser-no-mundo. Heidegger define o ente que o ser-no-mundo vai ao encontro na ocupação de instrumento, de ‘ser-para’, devido ao seu carácter de serventia e manualidade.
A instrumentalidade de um instrumento é dada na medida em que este participa de uma relação de conjunção com outros instrumentos. Isto significa que a instrumentalidade de uma caneta (instrumento para escrever) pode advir se ela estiver coligada com papel, tinta, mesa, luz, etc. Esta coligação ou referência de entes intramundanos fundamenta a instrumentalidade ou a conjuntura da manualidade.
Heidegger procura mostrar que as relações das coisas existentes é provisória e atrelada ao tempo em que elas ocorrem. O corresponder do ser do ente é a filosofia. Porém, ela é somente esta correspondência se exercendo propriamente, desenvolvendo-se e alargando o crescimento. Este corresponder, se dá de diversas maneiras, dependendo sempre do modo como se fala o apelo do ser ou o modo como é ouvido.É é nessa perspectiva heidegeriana que aponto o estudo da relação entre o sujeito e o trabalho como sendo a mola mestra para que possamos reavaliar nossos valores e construir um sentido para o trabalho que amenize o sofrimento e a angústia existencial do ser-no-mundo.
Heidegger procura mostrar que as relações das coisas existentes é provisória e atrelada ao tempo em que elas ocorrem. O corresponder do ser do ente é a filosofia. Porém, ela é somente esta correspondência se exercendo propriamente, desenvolvendo-se e alargando o crescimento. Este corresponder, se dá de diversas maneiras, dependendo sempre do modo como se fala o apelo do ser ou o modo como é ouvido.É é nessa perspectiva heidegeriana que aponto o estudo da relação entre o sujeito e o trabalho como sendo a mola mestra para que possamos reavaliar nossos valores e construir um sentido para o trabalho que amenize o sofrimento e a angústia existencial do ser-no-mundo.
¹ Martin Heidegger (Ser e Tempo; vol. I ).
² Idem.
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